♥Amigos do Blog♥


♥Visitantes♥

♥

♥

sábado, 10 de setembro de 2011

Origami






























História do Origami


A origem exata do origami é desconhecida, mas acredita-se que tenha surgido como uma decorrência natural da invenção e divulgação do papel, e ainda segundo alguns pesquisadores está relacionada com um costume ou crença religiosa de épocas passadas.

Mesmo sem saber quem tenha criado, alguns origami vem sendo transmitidos de geração em geração até os dias de hoje.

Não se sabe quem foi o criador de muitos origami, pois muitos deles foram passados por várias pessoas até a forma final. Isto ocorreu com a criação do "orizuru", e acredita-se que esta era a essência do origami, a união de várias pessoas para a criação. Pode-se dizer que estes origami são uma das heranças peculiares mais antigas do país.

Há criações mais recentes de origami, mesmo assim deve-se ter muito respeito com os origami mais antigos. Não basta fazer algumas modificações nos origami já existentes e depois dizer que esta é uma criação de um determinado autor. Se isto for feito e aceito por nós estaremos danificando o nosso próprio patrimônio. Para que isto não ocorra devemos deixar bem claro para o conhecimento de todos a partir de onde é a criação deste autor.

Até agora dissemos que não se sabe a origem do origami, mas não há dúvidas de que se desenvolveu no Japão e, mesmo sendo desenvolvido também em outros países o nome origami é compreendido em todo lugar.

Segundo alguns estudiosos as primeiras figuras de origami surgiram na antigüidade, por volta do século VI, quando um monge budista trouxe para o Japão o método de fabricação do papel da China, via Coréia, onde até então não era conhecido.

Nesta época, quando o Estado e a religião era um só, Seisei itchi, os origami representavam a natureza das cerimônias religiosas. Dizem que foi utilizado para transmitir ou registrar a intenção da cerimônia religiosa. Porém, estes origami eram uma mistura de origami com kirigami, que é a arte de formar figuras através de recortes de papéis. Estes origami eram confeccionados utilizando-se papéis manufaturados especialmente para o uso das sacerdotes xintoístas.

Recortavam-se os papéis quadrados ou retângulos em forma de raio, dobrando-se a seguir em formato de tempo, ou de nusa ou shide, objetos utilizados durante as cerimônias. E ainda, nos Katashiro utilizado em harai, bonecos de papel utilizados no Hinamatsuri (festival das bonecas), o monkirigata que é o protótipo do emblema, todos eles eram feitos seguindo o método kirikomiorigami, que quer dizer origami com recortes.

"Os katashiro são, ainda hoje, colocados nos templos xintoístas no lugar da divindade, tomando a sua forma. O mais antigo katashiro de origami se encontra no Ise Jingu, província de Mie, portanto se diz que a história do origami é tão antiga quanto a história do Japão."(Kanegae,1988)

Estes tipos de origami são considerados um clássico da arte, e vem sendo ensinado até hoje aos alunos na Escola Ogasawara de etiquetas.

Outro origami formal utilizado até os dias de hoje é o noshi, um ornamento colocado sobre o embrulho de presente, significando que a pessoa deseja muita fortuna para a pessoa presenteada. Os japoneses diziam que todo presente deveria ser embrulhado em papel puramente branco, e como não é possível, utilizasse o noshi simbolizando este branco do costume japonês. A raça japonesa considera o branco como algo sagrado. Dizem que no mundo os japoneses e coreanos são os únicos povos que adoram o branco.

Se formos analisar o conceito do origami dá-nos a impressão de ser algo fácil e "bobinho". Mas os princípios básicos ditam que o origami deve ser confeccionado a partir de um papel plano, bidimensional, a fim de que o resultado seja um objeto com três dimensões. Isto ainda sem utilizar-se de outros materiais como tesoura, cola ou similares.

A partir do século XVII, estas rígidas regras foram um pouco alteradas, dando a liberdade de se utilizar pequenos cortes desde que isto seja feito no início do origami.

O origami recreativo conhecido atualmente teve origem na Era Heian (794-1192), época em que o origami deixa de ser formal para ser mais recreativo, evoluindo para as formas de garças, barco e bonecas.

Segundo pesquisador conceituado das origens do origami, professor Massao Okamura de 65 anos, o origami teve início no século XVII pelos samurais. Foram eles que deram os primeiros passos para o formato dos origami atuais. E o interessante, é que ao contrário dos dias de hoje, em que o origami é visto como uma atividade infantil, até meados do início do século XIX, era considerado como um passatempo divertido e interessante restrito aos adultos, principalmente devido ao valor muito caro da matéria-prima.

A partir da fabricação do papel no Japão, a população japonesa passa a conhecer e aprimorar o origami, e transmitindo de pai para filho.

Durante a Era Edo (1590-1868), o origami passa a ser praticado principalmente pelas mulheres e crianças independente da classe social.

Até o final desta era, foram criados aproximadamente setenta tipos de origami, tais como o "tsuru"(conhecida também como cegonha e grou), sapo, íris, lírio, navio, cesta, balão, homem, etc. Estes receberam a denominação de origami, "origaka", "orisue", "tatami-gami", etc.

Na era Meiji (1868-1912) o origami voltou a ser ensinado nas escolas, após sofrer grandes influências do método de origami alemão. Isto porque o origami floresceu no Japão em outros países também ocorreu o mesmo, como na Espanha, onde os primeiros origamis foram introduzidos pelos Mouros no século VIII.

Os origamis de origem ocidental apresentavam as formas geométricas como característica predominante, enquanto que as do Japão sempre foram mais figurativas, ou seja, imitando formas de animais, pessoas, flores, etc. Por este motivo em uma determinada época o origami foi bastante criticado, pois acreditava-se que era uma arte imitativa, mas só com o tempo que se provou o contrário.

Há um registro de que no século XVIII, um grupo de japoneses se apresentaram em Paris, demonstrando vários origamis, como o tradicional Tsuru. Como fruto deste intercâmbio, em 1886, surgiu na literatura inglesa o origami de um pássaro voando.

Enquanto o intercâmbio internacional tornava o origami conhecido em todo o mundo, após a I Guerra Mundial as aulas de origami foram eliminadas das escolas japonesas, alegando que eram consideradas não-didáticas para o sistema educacional. Este tema ainda vem sendo discutido, pois depois desta retirada o origami se tornou restrito à crianças e ambientes familiares.

Fonte: http://www.iej.uem.br/hist_origami.htm

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Adaptação da Criança Com a Nova Professora


Tânia Maria de Campos Freitas
Psicopedagoga Clínica.

1. Como desconfiar que a criança pode estar com dificuldade para se adaptar à nova professora?
A criança por menor que seja, já manifesta reações de prazer ou desconforto; assim sendo os pais devem estar atentos à rotina de seus filhos, para que possam perceber qualquer alteração, mesmo as mais sutis. Se a criança estiver vivenciando uma nova situação escolar, é normal ocorrerem sinais de insegurança ou ansiedade, que devem desaparecer em um ou dois meses. Todavia, passado este período de adaptação, se persistirem mudanças comportamentais freqüentes tais como: tristeza, choro, agressividade, reclamações verbais, resistência a freqüentar a escola, regressões (xixi na cama, uso de chupeta), alterações no sono e no apetite, até febre ou dores, e que não sejam decorrentes de conflitos no ambiente familiar; é um alerta de que seu filho pode estar com problemas na escola, seja no relacionamento com a nova professora, seja com colegas ou no processo geral de aprendizagem.

2. Se o problema de adaptação ainda não foi superado, convém procurar outra escola?
Caso a criança continue apresentando um comportamento alterado, os pais devem primeiro conversar com ela e verificar o que está acontecendo; devem ainda procurar a escola e relatar a situação, para que possam avaliar se o problema se encontra na dinâmica individual, na familiar ou na instituição. A mudança de escola só se justifica, caso seja constatado de fato pela família, a inadequação da mesma para seu filho. E se a família não conseguir sentir-se segura acerca do que está ocorrendo deve procurar um profissional para que este a oriente.

3. O que fazer quando é a mãe que não está satisfeita com a professora?
Apesar da escola ser um espaço da criança, os pais precisam também se sentir seguros e confiantes, caso contrário, mesmo sem verbalizarem estarão dificultando e até mesmo impedindo a adaptação de seus filhos. Portanto o ideal é que possam ponderar sobre a questão, avaliar as suas insatisfações, procurar discuti-las na escola, objetivando uma relação mais harmoniosa, e se realmente as suas queixas tiverem fundamento o melhor é procurar um espaço mais adequado e que corresponda às expectativas de ambos, família e criança.

Tânia Maria de Campos Freitas
Psicopedagoga Clínica
Professora especialista em distúrbios de leitura, escrita e dislexia
Diretora do CPM – Centro Psicopedagógico Maranhão
Diretora de Eventos Científicos da ABD – Associação Brasileira de Dislexia

Quem é a nova professora?



Por Fernanda Maria Garrafa Rocha Campos *


As primeiras semanas de aula são o grande desafio para a garotada: ir à escola, rever amigos e adaptar-se à nova professora geram uma certa ansiedade.


Dentre tantas novidades, saber quem será a professora é a maior curiosidade dos alunos. A dúvida que pode até tirar o sono da meninada é: será que ela é tão legal quanto a outra? O vínculo com a antiga professora ainda é grande e se fortalece aliado à insegurança que o novo representa.


Quando a escola é velha conhecida, a criança não fica tão vulnerável, pois sente-se parte daquele ambiente, já teve contato com as demais professoras e torce para que seja aquela de quem tanto gosta. Porém, estar em território próprio não elimina totalmente o fantasminha do medo.


A criança precisa perceber que seus pais, a professora e a escola são parceiros e têm um objetivo comum: seu pleno desenvolvimento.
Amizade que dá certo


O vínculo com a professora é essencial. Dá tranqüilidade e gera confiança, fatores que determinam o desenvolvimento da criança de maneira segura e prazerosa.


O elo entre professor e aluno é natural. O vínculo é algo a ser construído, conquistado e leva algum tempo para se fortalecer. Sentindo-se querida e acolhida, a criança estará segura para receber toda a ajuda de que precisa para prosseguir com o seu aprendizado.


A professora deve estar preparada para lidar com situações diversas: há crianças que se encantam à primeira vista; as mais tímidas podem estar abertas e dispostas a uma nova relação, o que requer certo tato; outras, embora ainda muito ligadas à anterior, adaptam-se com facilidade e há, ainda, casos em que a união do professor, do coordenador pedagógico e dos pais da criança poderá trazer uma solução para qualquer desentendimento que possa surgir.
A sombra da ex-professora


A ajuda da ex-professora para a adaptação dos alunos à atual é bem-vinda. No início do ano, é comum que as crianças procurem pela "amigona" do ano anterior.


É com a ex que os alunos ainda querem conversar ou simplesmente por elas serem acolhidos; o que, às vezes, causa "ciúmes" nos novos colegas e certo desconforto.


É preciso que todos saibam lidar com segurança e habilidade, dando um tempo para isso. Naturalmente os antigos alunos vão se desligando, à medida em que sua relação com a nova professora se aprofunda.
O papel dos pais


Há crianças que pela própria personalidade criam barreiras e resistem à qualquer tentativa de aproximação. Ao chegar em casa, superam a angústia vivida em classe, contando aos pais o que aconteceu numa versão, às vezes exagerada, ao sentir receptividade por parte da família. Cuidado! Pode haver um jogo aí.


A meninada acostumada a ter tudo pode se opor à adaptação às regras da classe e revela isso dificultando a relação, chegando até a enfrentar a professora. Em casa, assume o papel de vítima, queixa-se das broncas, sem revelar seu comportamento na escola.


Cabe aos pais, neste caso, propor ao filho que divida seus problemas com a professora, não se envolvendo tanto. Dar uma certa distância, enxergar com maior clareza o que acontece e encarar a situação como momentânea é a postura mais indicada. Dê um tempo para que a relação se estabeleça.


É importante que os pais fiquem bem atentos nesse período. O melhor caminho é conversar com o garoto sobre os seus sentimentos, tentando diluir a ansiedade e partilhando suas dúvidas e receios.


Caso a situação se prolongue, comunicar à escola é essencial. Com certeza, essa situação preocupará o coordenador pedagógico. Tudo será feito para sanar o problema. Geralmente um trabalho especial envolvendo aluno, professora e família resolve. Em algumas situações mais complicadas, até uma mudança de classe precisa ocorrer.






* Fernanda Maria Garrafa Rocha Campos é pedagoga e educadora
http://www.clicfilhos.com.br/ler/600-Quem_%C3%A9_a_nova_professora?page=2

♥

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Recados para Orkut